Hora Disponibilidade Preço Desde
16 DE JUNHO DE 2023 20:00 20:00
12,00 € Comprar
17 DE JUNHO DE 2023 20:00 20:00
12,00 € Comprar
18 DE JUNHO DE 2023 17:30 17:30
12,00 € Comprar
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PÊNDULO
Local: SÃO LUIZ TEATRO MUNICIPAL - SALA LUIS MIGUEL CINTRA
Data(s): De 16 de junho de 2023 - 20:00:00   a   18 de junho de 2023 - 19:30:00
PALCO
Preço: Entre 12 € e 15 €
Duração: 120 Minutos
Classificação: M/12
Promotor: EGEAC - EM,S.A.

As trabalhadoras domésticas constituem uma parte significativa da força de trabalho global de emprego informal e estão entre os grupos de trabalhadores mais vulneráveis no universo laboral dos grandes centros urbanos. Trabalham em residências particulares, muitas vezes sem termos contratuais definidos e claros, sem registo de qualquer espécie. Excluídas do espectro da legislação do trabalho, a sua situação profissional é endemicamente precária e frágil. Atualmente estima-se existirem em todo o mundo cerca de 67 milhões de trabalhadores domésticos, dos quais mais de 80% são mulheres. O seu trabalho inclui tarefas genéricas como limpar a casa, cozinhar, lavar a roupa e outras que envolvem um elevado grau de intimidade e proximidade com o seu empregador, como sejam cuidar de crianças, idosos ou pessoas com algum tipo de deficiência (no caso dos cuidadores).
Em Portugal, tal como acontece na vasta maioria dos países europeus, este trabalho é em grande medida realizado por emigrantes de primeira ou segunda geração. Mulheres que abandonam os seus países, muitas vezes deixando os filhos e a família para trás em busca de melhores condições de vida e que encontram neste tipo de emprego a única saída profissional. Abandonar provisoriamente o seu lar e raízes para trabalhar noutra casa, para outra família. Habitam na periferia das cidades gentrificadas, muitas vezes em casa partilhadas com alguns conterrâneos, fazendo um movimento diário entre a sua casa e a casa daqueles para quem trabalham.
O título Pêndulo refere-se assim não só a este movimento diário como também a esta forma de emigração. No caso específico de Lisboa, estas trabalhadoras são oriundas, na sua grande maioria, do Brasil ou países africanos de língua portuguesa, nomeadamente Angola, Cabo Verde, São Tomé, Moçambique ou Guiné.
Na esteira do trabalho de Marco Martins com comunidade específicas e a sua relação com o trabalho, Pêndulo pressupõe seis meses de trabalho com 10 mulheres emigrantes de primeira ou segunda geração com trabalho doméstico como atividade principal. A partir do encontro com este grupo de pessoas chegadas com um passaporte, o seu corpo e a sua história, e em colaboração com a escritora Djaimilia Pereira de Almeida, Marco Martins foca as implicações deste movimento pendular diário entre uma casa e outra, entre o país de origem e o país de emigração. Pêndulo incide sobre a natureza do trabalho doméstico para falar das relações familiares, no sentido do confronto intergeracional e intercultural entre diferentes modos de vida, contextos, expectativas, sonhos e quotidianos. Como se relacionam estas trabalhadoras com as famílias para as quais trabalham e como são afetadas por essa relação? Como se vive a necessidade de deixar o seu lar para cuidar do lar de outros? Como se relaciona um país com os imigrantes que acolhe? Esta peça, na linha do trabalho cénico desenvolvido nos últimos anos por Marco Martins, assenta na participação e empenho de um grupo de atores não profissionais, abrindo espaço para as histórias dos que são diretamente confrontados com a precariedade implícita no devir económico e social do mundo.


CONFIGURAÇÃO

As trabalhadoras domésticas constituem uma parte significativa da força de trabalho global de emprego informal e estão entre os grupos de trabalhadores mais vulneráveis no universo laboral dos grandes centros urbanos. Trabalham em residências particulares, muitas vezes sem termos contratuais definidos e claros, sem registo de qualquer espécie. Excluídas do espectro da legislação do trabalho, a sua situação profissional é endemicamente precária e frágil. Atualmente estima-se existirem em todo o mundo cerca de 67 milhões de trabalhadores domésticos, dos quais mais de 80% são mulheres. O seu trabalho inclui tarefas genéricas como limpar a casa, cozinhar, lavar a roupa e outras que envolvem um elevado grau de intimidade e proximidade com o seu empregador, como sejam cuidar de crianças, idosos ou pessoas com algum tipo de deficiência (no caso dos cuidadores).

Em Portugal, tal como acontece na vasta maioria dos países europeus, este trabalho é em grande medida realizado por emigrantes de primeira ou segunda geração. Mulheres que abandonam os seus países, muitas vezes deixando os filhos e a família para trás em busca de melhores condições de vida e que encontram neste tipo de emprego a única saída profissional. Abandonar provisoriamente o seu lar e raízes para trabalhar noutra casa, para outra família. Habitam na periferia das cidades gentrificadas, muitas vezes em casa partilhadas com alguns conterrâneos, fazendo um movimento diário entre a sua casa e a casa daqueles para quem trabalham.

O título Pêndulo refere-se assim não só a este movimento diário como também a esta forma de emigração. No caso específico de Lisboa, estas trabalhadoras são oriundas, na sua grande maioria, do Brasil ou países africanos de língua portuguesa, nomeadamente Angola, Cabo Verde, São Tomé, Moçambique ou Guiné.

Na esteira do trabalho de Marco Martins com comunidade específicas e a sua relação com o trabalho, Pêndulo pressupõe seis meses de trabalho com 10 mulheres emigrantes de primeira ou segunda geração com trabalho doméstico como atividade principal. A partir do encontro com este grupo de pessoas chegadas com um passaporte, o seu corpo e a sua história, e em colaboração com a escritora Djaimilia Pereira de Almeida, Marco Martins foca as implicações deste movimento pendular diário entre uma casa e outra, entre o país de origem e o país de emigração. Pêndulo incide sobre a natureza do trabalho doméstico para falar das relações familiares, no sentido do confronto intergeracional e intercultural entre diferentes modos de vida, contextos, expectativas, sonhos e quotidianos. Como se relacionam estas trabalhadoras com as famílias para as quais trabalham e como são afetadas por essa relação? Como se vive a necessidade de deixar o seu lar para cuidar do lar de outros? Como se relaciona um país com os imigrantes que acolhe? Esta peça, na linha do trabalho cénico desenvolvido nos últimos anos por Marco Martins, assenta na participação e empenho de um grupo de atores não profissionais, abrindo espaço para as histórias dos que são diretamente confrontados com a precariedade implícita no devir económico e social do mundo.




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